A região que compreende a bacia do rio Ribeira de Iguape e outros rios do litoral sul de São Paulo abrigam os últimos remanescentes protegidos de Mata Atlântica no Estado. O Parque Estadual Turístico do Alto da Ribeira (PETAR) faz parte desta região e foi criado em 1958.
Parte integrante da Serra de Paranapiacaba, com altitudes que variam de 200 a mais de 1.000 metros acima do nível do mar, correm rios de águas cristalinas que se lançam rumo a planície em deslumbrantes cachoeiras. Relevo montanhoso esconde a maior concentração de cavernas do Brasil e do mundo.
O PETAR possui uma área de 35.712 há e preserva extensas áreas cobertas de Mata Atlântica.
Quando o solo é rico em rocha calcária reage com a ação da água que lentamente e ao longo de milhares de anos modifica o relevo. No interior das montanhas calcárias foram escavadas e adornadas com espeleotemas as cavernas, um mundo subterrâneo onde a tempertaura varia muito pouco e a umidade é alta.
Foram cadastradas mais de 200 cavernas no Estado de São Paulo com o auxílio da Sociedade Brasileira de Espeleologia e algumas delas apropriadas para o turismo estão espalhadas pela região que compreendem os núcleos Caboclos, Santana ,Areado e Ouro Grosso.
Algumas Cavernas:
Estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Espeleologia ? Proposta de Manejo Turístico das Cavernas e Sítios Arqueológicos do PETAR – 1987
Casa de Pedra : No sumidoro do rio o pórtico Igreja alcanã 176 m de altura. Próximo a sua ressurgencia existe um imenso salão com 350 m de compirmetno, 120 m de largura e 70 m de altura parcialmetne iluminado por uma grande boca seca. Para o salão Krone o acesso se dá através de um grande desabamento, com blocos de diversos tamanhos e pedras soltas que rolam durante o caminhamento. Após a galeira seca existe um trecho de natação, com 25 m de comprimento e com fote correnteza. Uma opção é escalar os íngremes paredões que afunilam o rio, o que exige prática e equipamento adequados. Após vencer este obstáculo não há mais dificuldades. Em épocas de chuva é preciso tomar cuidado com a velocidade que as águas do rio sobe para evitar ficar dentro da caverna. Núcleo Santana
Gruta da Pescaria: Há dois pórticos de entrada da gruta, distantes por trilha aproximadamente 100 m entre si. O pórtico superior é primeiramente alcançado por ser mais fácil. Suas dimensões são de 2 m de altura por 3 m de largura, e é seco. O pórtico inferior, 30 m abaixo e a ressurgencia do riberião da Pescaria, medindo 6 m de altura por 15 m de largura. Está parcialmente obstruído por blocos abatidos. Entrando pelo pórtico superior, chega-se num salão de pequenas dimensões, mas bem ornamentado. Possui estalactites, estalagmites, canudos, grandes cascatas com travertinos,cortinas e pérolas enormes num travertino da galeria seca. Deve-se seguir pelo rio. O rio possui poços de 1,5 m de profundidade , pequenas corredeiras e vários pontos muito rasos com seixos e bancos de areia. Núcleo Caboclos
Gruta do Chapéu : Localizada no Núcleo Caboclos possui entrada de 1,7 m por 1 m , facilmente penetrável. Apesar de não ser muito extensa , com 300 m de desenvolvimento é bem ornamentada, principalmente no salão superior. Vêem-se travertinos, cascatas, colunas, estalactites e estalagmites. O córrego do Chapéu atravessa a gruta, mas sempre bem raso.
Gruta das Aranhas : A entrada na ressurgencia do rio se faz por um pórtico de 3 m de altura por 4 m de largura. O sumidouro está obstruído por enormes blocos de granito, onde existe uma clarabóia. O rio corre por toda a extensão da gruta, com profundidade de 0,5m. O desenvolvimento é de 170 m. O nome é devido a existência de opilião, aranha de pernas finas e longas que vivem na escuridão da caverna. Núcleo Caboclos
Gruta Temimina II : Belíssima entrada sendo que o paleo caverna possui teto cerca de 30 m de altura e é interrompido por várias clarabóias. O acesso para a galeria principal é possível descendo um desbarrancamento de areia e blocos cerca de 60 m com o auxílio de corda. O rio Temimina corta a gruta e é bastante raso. No trajeto há o ?chuverinho? , estalagmite com base mais larga de onde cai uma forte ducha. Esta água cai sobre uma estalactite, formando uma espécie de banheira. O conjunto se completa com travertinos em volta do chuveiro e um ninho de pérolas. A continuação da caverna é ricamente ornamentada com travertinos, estalactites, estalagmites e colunas, até onde se chega a uma espécie de clarabóia com cerca de 70 m de altura. O trecho de subida parao salão superior fica portanto, iluminado, onde se destaca a enorme estalagmite denominada ?Elefante?. Núcleo Caboclos.
Gruta Desmoronada: Seguindo a trilha que acompanha o ribeirão Pescaria, chega-se ao pórtico da ressurgencia do rio, com aproximadamente 4 m de altura por 7m de largura. A entrada é feita por uma parte seca de 1,5 m de altura, cruzando um pequeno afluente subterrâneo. Chega-se então a um salão de pequena inclinação feito de um enorme banco de areia bastante plano. O rio principal entra alguns metros na gruta e some por entre blocos do desmoronamento interno. Sal profundidade é bem variada e na maior parte do trajeto deve ser vencido a nado aproximadamente 3 m. O restante da grua é um gigantesco salão formado por enormes blocos abatidos cobertos por couve-flores, interligado a um outro ainda maior. Ambos são forrados com espeleotemas raros, com grandes ninhos de pérolas de todos os tipos. Núcleo Caboclos.
Gruta do Monjolinho: o pórtico da entrada não é desprezível em tamanho, mas a área abrigada é iluminada e se dá em declive, formada por grandes blocos que se amontoam no chão. A única parte relativamente plana é com sedimentos está no fundo da entrada. O local é bastante úmido. Para chegar no salão ornamentado é preciso descer com corda devido ao solo escorregadio. Núcleo Caboclos.