Vegetação Urbana

Categoria(s): Solo, Vegetação

A vegetação urbana é representada por toda cobertura vegetal existente em uma cidade, composta , fundamentalmente , pelas áreas livres de uso público(praças e parques) e as potencialmente coletivas(universidades, escolas, igrejas, etc); pelas áreas livres particulares (pertencentes a residências, clubes, condomínios, empresas privadas, industriais, etc); pelas áreas naturais preservadas (reservas, parques florestais, matas ciliares, etc) e pelas áreas livres acompanando o sistema viário.

Segundo sua origem, pode ser classificadas em:

Vegetação natural: constituída de espécies nativas do local eque , apesar de sua destruição pelo crescimento urbano, pode permanecer como manhas dentro da malha urbana.

Vegetação introduzida ou plantada: constituída por espécies ornamentais (nativas ou exóticas) que compõem , normalmente , os parques , as praças, os jardins e as alamedas.

Vegetação espontânea: espécies que se instalaram naturalmente na cidade, onde encontram ambientes propícios para se desenvolverem . Ocorre em locais como fendas de calçadas e muros.

Critérios para a escolha da vegetação

Na implantação de praças e parques existe uma liberdade grande na escolha da vegetação a ser empregada, definida principalmente pelo espaço e pelo tipo de uso a ele destinado. Muitas espécies não indicadas para a arborização de ruas e avenidas têm aí sua oportunidade de uso, como as árvores de grande porte, frutíferas em geral, além dos arbustos e plantas herbáceas mais exigentees em manutenção.

Na arborização dos passeios públicos , como o próprio nome sugere, são as árvores as mais utilizadas , não só pela qualidades plásticas como pelo porte e pela forma de suas copas. A presença de tronco (caule único) e o porte avantajado em relação aos outros grupos de plantas são características que definem a sua utilização. Palmeiras com caule (estipe) único e sem espinos e arbustos de grande porte, conduzidos na forma de avoretas, com  único caule e copa levantada , ambém são comumente empregados.

O conhecimento profundo das espécies selecionadas no que diz respeito aos seus problemas de cultivo , às suas necessidades de clima e solo, aos aspectos de sua manutenção, a velocidade do seu desenvolvimento, assim como às suas qualidades plásticas, como a forma, textura e cor de cada uma das suas partes visíveis (caule, copa , folhas, flores e frutos) é fator determinante na escolha da vegetação.

Fonte: Guia de Arborização Urbana de Campinas/2007

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O que são árvores urbanas?

Categoria(s): Solo

As árvores de praças, jardins, calçadas, parques e alamedas públicas são consideradas urbanas porque estão localizadas no espaço urbano das cidades.

São responsáveis pela manutenção da qualidade de vida porque promovem: sombreamento, são barreiras verdes amenizando o impacto de ventos e sons, seqüestram carbono, fixam as poeiras amenizando a poluição do ar, oxigenam o ar por meio da fotossíntese, aumentam o conforto ambiental por intermédio da evaporação e transpiração, suavizam o impacto das chuvas no solo, alimentam o lençol freático porque favorecem a infiltração de água no solo através do sistema radicular, local de reprodução e de pouso para a fauna permanente e migratória a e ameniza o escoamento superficial e minimiza as enchentes.

Apesar de todos estes benefícios promovidos pelas árvores urbanas, são sistematicamente arrancadas para dar lugar a vagas de estacionamento de casas comerciais, como também, em função da predominância do sistema de fiação elétrica tradicional, são submetidas as podas drásticas que as mutilam sem dó nem piedade.

Fonte: Guia de Arborização Urbana de Campinas

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