Jardins Comestíveis

Categoria(s): Eco-Comportamento, Solo

por Profa.Sônia Maria Aranha Rodrigues de Andrade

Interessante falar hoje de jardins comestíveis. Esta era uma prática do passado. Toda e qualquer casa do interior, ou mesmo das capitais, tinha um pequeno pomar composto de duas ou três árvores frutíferas: um limoeiro cravo , uma jabuticabeira ou uma goiabeira. Havia variações, tais como: mangueira, acerola, dentre outras. Além das árvores frutíferas, as hortas enfeitavam o solo bem tratado: couve , almeirão , hortaliças variadas.

Lembro da casa de uma tia, a tia Nica, que ficava na Rua Rodrigues Alves, no bairro do Ibirapuera, em plena São Paulo . Um belo casarão com escadaria na frente e um amplo e longo quintal que acolhia além do galinheiro e alguns coelhos, um pé de jambo, uma amoreira e um araçazeiro, cuja fruta nunca mais vi. Uma horta bem generosa provia a cozinha guiada pela Maria, empregada da casa por mais de vinte anos, salvo engano.

Quantas vezes pude observar minha avó, em sua casa na Rua José Paulino em Campinas, pegando uma galinha do galinheiro de seu quintal para depois de torcer-lhe o pescoço, enfiá-la em uma panela com água fervente a fim de tirar-lhe as penas. Que cheiro horrível! Na época, eu com uns cinco ou seis anos, pensei sobre a minha inaptidão para aquela aventura gastronômica.

Na minha infância , na década de 60, ainda era possível conhecer quintais assim, que supriam à alimentação básica de toda a família: ovos, frango, frutas e verduras. Hoje reinventam a prática de nossos antepassados com os jardins comestíveis. Nome sofisticado para o mesmo. Mas torço para que a moda pegue.

Jardins são espaços paisagísticos destinados a embelezar o entorno de nossas casas mas que podemos aproveitar para produzir alimentos , daí o nome de jardins comestíveis:. produção de temperos, verduras, legumes, frutas , chás.

A primeira dama dos Estados Unidos Michelle Obama tem feito a parte dela ao criar no jardim da Casa Branca uma horta incentivando os americanos ao consumo saudável e a enfrentar a crise que se instalou por lá. Aqui, devemos todos fazer o mesmo. O contato com a terra, o cultivo orgânico e sustentável é o mais correto a ser feito para minimizar a pegada de carbono e para ampliar a consciência ambientalista.

Leia mais acessando: Jardins Comestíveis – IPEMA

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